Nota sobre a existência

Quando, sob as luzes fulgurantes da cidade, nos perguntamos por quê existimos, enfim descobrimos, com um sorriso absurdamente sínico, que somos muito mais que “um sujeito estranho”; somos uma aberração da natureza! ― Tomada consciência do absurdo, nem toda embriaguês do mundo conseguiria apagar esse mal estar… Essa queda fulminante no tempo; esse retumbante vazio, que se espalha pelo deserto da existência.